editorial.

dando continuidade ao processo de mudanças a que a revista pequena morte. vem se submetendo desde a edição anterior, algumas novidades compõem este número 23 da revista. a começar por sua definitiva periodicidade, que agora passa a ser trimestral. em seqüência, temos uma nova editora a completar o corpo editorial permanente, vivian soares, responsável pelas entrevistas.

na seção galeria a participação desta edição vem pelas mãos, melhor dizendo, pelo olhar do fotógrafo leonardo ramadinha, com ensaio fotográfico inédito gentilmente cedido à revista, a ser exibido na próxima edição da feira de arte contemporânea, no rio de janeiro.

ainda nesta edição, o mundo hispânico tem participação duplamente especial, em idioma original, com uma breve antologia poética recolhida de três livros do poeta chileno julio carrasco, contemplado com o prêmio revista de libros de el mercúrio, em 2006, também membro do grupo casagrande, conhecido pelos bombardeios de poemas sobre as cidades de berlim, varsóvia, guernica, dubrovnik e la moneda. e ainda com o ensaio de maria clara lucifora, “el arte y el espejo: una aproximación al fenómeno de la autoficción en el panorama literario contemporáneo”, que põe em perspectiva o tema da autoficção em literatura.

o ensaio de fernando clara aborda o tema do nacionalismo alemão em três momentos históricos distintos, dentro do espaço textual de tácito, mme. de stäel e zaimoglu. e o terceiro ensaio da edição, de otavio henrique meloni, põe em foco as leituras, os leitores e a escrita dos poetas moçambicanos josé craveirinha e rui knopfli.

a entrevista deste número é com o poeta e tradutor jorge melícias, que fala de infância, memória, tempo, morte e poesia. agradecemos também a contribuição de vinícius mitchell, colunista das tiras em quadrinhos; luis maffei, com resenha do livro de poemas de adília lopes, apanhar ar, lançado em 2010 e ricardo pinto, com a sua admiração por livros e mapas.

last, but never least, é também de terras germânicas que nos aporta a tradução para o idioma do português, feita por adalberto müller, do poema “nas bordas da noite”, de reiner maria rilke. é, portanto, pelas fronteiras que tangenciam mundos tão distintos quanto os representados pelas línguas hispânica, portuguesa e alemã que a revista pequena morte presta homenagem à literatura em mais esta edição.

¡hasta pronto!

os editores.