o arranque de plutão – guilherme zarvos


                     O Arranque de

Estou escrevendo de Putão. Meu atual território. Putão é o mapa-sensação de continuar a ver e ver que trucentos vê(E)m e não ficam de Putões como estou que trucentos e + trucentos vivem com menos de 400 reais por mês e que os trucentinhos que vivem com o dobro ou o triplo ou o triplo do triplo ou o triplo do triplo dotripli, qual é, já é, tornam os trucentos mais sem quase nada trucentoantos e foda-se. Na síntese dos 30% e do arreio na boiada, fundo, é estercético que haja trucentos trucetando e achando que trucentos e foda-se e estou Putão. E não o irmão coragem puto que vive de puto. Só um Putão trucerentão que está puto. Puto muito puto puto puto puto puto puto lá vai trem se então.

                                                               PL


Como vai dona puta e seu carrinho. E senhor puto e seus gritos de raiva cada vez que o serviçal faz er ra d o: – Gruda os erres desgraçado!


U


O terceiro número da revista Pequena Morte deve ser enaltecido. Estou agora fragrância sapo com flor cheirosa do campo. Ontem fui a uma exposição de artes plásticas e pensei que havia visto um enorme cu do ex-presidente FHC. E depois vi outros cuzões. Tinha o cuzão de um artista cuzão. Ele sentou numa massa e mostrou a argamassa. Escrever meleca no mural do colégio para que tem colégio e professora com cheiro perereca flor do campo. E imaginar o cuzinho bonitinho da professsora. Tem um artista plástico que só namora para poder colocar o dedinho no cuzinho. O resto são preliminares. Ele já desenhou e já esculpiu trucentos cus, apertados, arrombados, o que achava bonito os que achava um cuzão de Putão.


                                                                              TÃO


Amanhã haverá fome. Hoje tem fome. Ontem tem fome. E tem carência de todos os difetrucentos manejos.



Guilherme Zarvos nasceu em 1957, em São Paulo, e mora no Rio de Janeiro desde os anos de idade. Publicou seis livros, sendo o seu último, Zombar, 2004, pela Editora Francisco Alves, RJ, e distribuído pela Azougue Editorial, RJ. É um dos fundadores do CEP 20.000 (Centro de Experimentação Poética), evento que, também, coordena. Atualmente escreve sua tese de doutorado, Branco sobre branco – uma trajetória do CEP 20.000, no Departamento de Letras da PUC-RJ.

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